sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ô, abre alas

Parece ser uma característica das metrópoles: elas não foram feitas para crianças. Mesmo numa cidade como o Rio de Janeiro, fazer um programa com os filhos, sobrinhos e outros pequerruchos  que fazem parte da sua vida não é fácil. No mais das vezes, você vai ter que dispender uma grana muito além do razoável, se levado em consideração o serviço pelo qual está pagando, ou "adaptar" programas de adulto para interessar minimamente a figurinha. Meu filho sempre adverte: "Pai, e se eu me entediar lá?". E quem é pai e mãe sabe o quanto o tédio infantil pode ser uma ameaça para todo aquela integração que você passou um precioso tempo planejando. Isso sem contar aqueles que, como eu, acreditam que educar o seu filho é obrigação sua - a escola é um complemento- e que se isso puder ser feito de uma forma dinâmica e prazerosa melhor ainda.
O objetivo desse blog, portanto, será compartilhar algumas experiências minhas como pai solteiro (divorciado, na verdade) de um menino que hoje tem 10 anos, torce para o Fluminense, adora cinema e sonha em ser chef de cozinha, cineasta ou ter uma banca de revistas. Eu, óbvio, moro no Rio, mas ele em Belém do Pará e passamos, essencialmente, os meses de férias juntos. Mas, como se trata de meu único filho, sou compreensivelmente obsessivo com isso e passo os meses em que ele não está comigo procurando opções de programas para quando ele chegar. Vou dividir essas histórias com vocês.